Notícias - Leishmaniose Visceral Canina

O que é Leishmaniose Visceral? A Leishmaniose Visceral é uma doença grave, de curso lento e crônico, de difícil diagnóstico e fácil transmissão, tanto para o cão quanto para o homem. É causado pelo protozoário Leishmania, que é transmitido atravésda picada de flebótomos (insetos) infectados.O cão é considerado o principal reservatório da doença no meio urbano, mas não o único, já que animais silvestres e mesmo o homem podem atuar como reservatórios. Como o meu cão pode se infectar com a Leishmaniose Visceral Canina? A Leishmaniose é transmitida ao cão e ao homem pela picada de um mosquito do tipo flebotomíneo (mosquito palha, birigui ou cangalhinha), infectado com o protozoário. Diferente de outros mosquitos, o birigui não necessita de água parada para o desenvolvimento de suas formas larvárias, dificultando o seu controle. A partir do momento em que o cão possui a Leishmania em sua corrente sanguínea e na pele, passa a ser fonte de infecção para os mosquitos, que por sua vez, podem contaminar outros cães e os seres humanos. Quais os sintomas que um cão com Leishmaniose Visceral Canina pode apresentar? Os sintomas são bastante variáveis. São comumente observadas lesões de pele, acompanhadas de descamações e, às vezes, úlceras, além de perda de peso. Alguns cães apresentam um crescimento exagerado das unhas e também dificuldade de locomoção. Em um estágio mais avançado, há o comprometimento do fígado, baço e rins, podendo levar o animal à morte. Devido à variedade e à falta de sintomas específicos, o Médico Veterinário é o único profissional habilitado a fazer um diagnóstico preciso. Como a Leishmaniose Visceral Canina pode ser prevenida? O combate ao mosquito, com o uso de inseticidas no ambiente e de repelentes nos cães, associado às práticas de educação da população em relação à posse responsável e controle da natalidade canina, identificação rápida e controle dos reservatórios e emprego de medidas de saneamento básico eram, até então, as únicas medidas de controle da enfermidade. Atualmente, já existe uma vacina disponível que protege os cães, evitando o desenvolvimento da doença. O programa vacinal deve ser associado às demais medidas de controle da enfermidade descritas acima. Qual a proteção conferida pela Leishmune? Inúmeros estudos realizados em cães de áreas de grande incidência da doença demonstraram que a vacina confere proteção de 92 a 95%. Ou seja, de cada 100 cães vacinados, 5 a 8 animais não irão desenvolver resposta imunológica adequada, permanecendo, assim, suscetíveis à doença. Como toda vacina, a resposta adequada e conseqüente proteção do animal, é diretamente relacionada à competência imunológica individual. Entre 2004 e 2008 foram vacinados mais de 65.000 cães, apresentando 97% de proteção a campo, segundo os médicos veterinários que utilizaram a Leishmune. Qual o programa de vacinação preconizado para a Leishmune? O programa indicado é o uso da vacina em cães sadios e soronegativos para Leishmaniose Visceral Canina, a partir dos 4 meses de idade. O protocolo completo de vacinação é composto por 3 doses, respeitando um intervalo de 21 dias entre as aplicações. A revacinação deverá ser feita 1 ano após a primeira dose e repetida anualmente, proporcionando a manutenção da resposta imune, principalmente celular. O cão só é considerado protegido 21 dias após a terceira dose de Leishmune. Se o animal estiver previamente incubado ou infectar-se durante o programa de vacinação, Leishmune não impedirá o desenvolvimento da doença, nem o aparecimento dos sintomas. Porém, nestes casos a vacinação não irá piorar o quadro do animal.